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MACAU: UMA SELECÇÃO DE IMAGENS CARTOGRÁFICAS
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Mapas de Macau início - Introdução - Selecção de Mapas e Vistas de Macau - Agradecimentos

   

Introdução

caption below
"Macau: Agência do Turismo, [1936],"
G7823.M2E635 1936 .M3 TIL



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"Plan de la Ville et du Port de Macao,"
Em: Bellin,
Le Petit Atlas Maritime,
Tomo 3, No. 57
(Paris, 1764).
G7823.M2 1764 .B38 TIL



caption below
"Die Chinesische Kuste der Provinz Kuang-tung, zu beiden Seiten des Meridiens von Macao,"
Em: Heinrich Berghaus,
Atlas von Asia
(Gotha: Justus Perthes, 1832-43),
G7822.P4 1834 .B4
Macau, a mais antiga povoação europeia estabelecida permanentemente no Extremo Oriente, foi devolvida à China a 20 de Dezembro de 1999. Os portugueses estabeleceram este porto na costa sudoeste da China, no estuário do Rio Zhu Jiang (Rio das Pérolas) em 1557, quando eles constituiam a potência mais importante no comercio europeu com a Ásia. Portugal continuou a sua presença em Macau durante mais de 400 anos. Em Dezembro de 1887, depois de uma série de negociações entre os portugueses e os chineses, acerca da soberania de Macau, um protocolo diplomático foi mutuamente aceite, pelo qual foi reconhecida a ocupação, e o governo português de Macau. Depois da revolução portuguesa de 1974, e seguindo-se ao desenvolvimento na China de uma estratégia de reunificação, a 13 de Abril de 1987, a República Popular da China e a República Portuguesa apresentaram ao público uma Declaração Conjunta sobre a Questão de Macau, a qual anunciou que a 20 de Dezembro de 1999, a China assumiria uma vez mais, o exercício da sua soberania em Macau.

Conhecida presentemente pelo título de: Macau, Região Administrativa Especial da China, esta região consiste da cidade de Macau construida numa pequena península da costa continental da China e das duas pequenas ilhas da Taipa e de Colôane, as quais estão ligadas por um viaducto. A área total desta região administrativa é de 21 quilómetros quadrados, o que é aproximadamente 0.1 da área da cidade de Washington D.C. Em Julho de 2001 Macau contava com uma população ao redor de 454.000 habitantes.

Na observação da transferência de autoridade em Macau, de Portugal para a China, a Biblioteca do Congresso compartilhou com o Instituto Cultural de Macau o trabalho de organizar um simposio intitulado: “Macau: um diálogo de culturas no início de um novo milénio” o qual decorreu a 21 de Setembro de 1999. Este simposio o qual durou um dia incluiu tanto monografias e discursos com enfoque na diversidade cultural e herança histórica da cidade de Macau, como outras comunicações eruditas descrevendo o valioso património arquivado na Biblioteca do Congresso o qual diz respeito a Macau. Uma destas apresentações foi uma exposição de mapas e atlas das colecções da Divisão de Geografia e Mapas. Os mapas aqui apresentados foram seleccionados de entre os dessa exposição.

As colecções da Divisão de Geografia e Mapas conteem uma boa representação de artifactos arquivados, que é valiosa tanto temporal e cronologicamente como culturalmente, sobre a cidade e território de Macau. Deste número, uns são impressos, outros manuscritos, tanto atlas, como panoramas, datando de 1655 a 1991. Representam uma série de línguas, assim como uma variedade de escalas nos mapas. Alguns dos mapas são da cidade propriamente dita, e dos territórios adjacentes; também foram incluidos outros mapas os quais são mapas da província e da área do mundo em que Macau está localisada. As línguas são variadas. Um dos mapas que apresentamos, é em latim, embora fosse publicado por holandeses, e apresentamos também mapas franceses e britânicos. Claro que a língua chinesa e a portuguesa também estão representadas. Apresentamos um exemplo em alemão e outro em russo. Considerando esta variedade de línguas, é evidente que tem existido um grande interesse por Macau, entre europeus, nos últimos cinco séculos.

Estes artifactos arquivados aqui, os quais foram seleccionados para esta ocasião, estão organizados por ordem cronológica, começando pelos mais antigos. Alguns dos documentos são do século XVII, seguindo-se obras publicadas nos séculos XVIII e XIX, e terminamos com obras que documentam a evolução durante o século XX. Examinando e comparando estes mapas, é possivel determinar como a cidade tem evoluido durante séculos, vendo-se como a configuração das ruas foi mudando, como o porto se desenvolveu, e como o planeamento da área urbana se adapta harmoniosamente ao conjunto da paisagem da natureza. Também apresentamos mapas da região os quais ajudam os estudiosos a entender a situação ou contexto na qual Macau está localisada e tem funcionado. A sua posição estratégica ao longo da costa foi um factor importante no desenvolvimento desta cidade, visto ter servido como um porto da Europa, envolvido em comercio com o interior da China.

Em 1996, a Biblioteca do Congresso participou numa maravilhosa exposição, intitulada: “Espaço e Lugar: Elaboração de mapas no Oriente e no Ocidente: Quatrocentos anos de Cartografia Ocidental e Chinesa.” Essa exposição foi organizada por Cordell D.K. Yee, que ensinava em Annapolis, Maryland, em St. John’s College. Nessa exposição, Yee pôs muito ênfase no seu trabalho, na comparação e distinção entre noções de espaço e de lugar, contrastando as muito diversas tradições da cartografia ocidental e oriental. Quase todos os mapas que mostramos hoje aqui, nesta exposição, representam a tradição cartográfica europeia. Esta tradição ocidental conserva uma preocupação constante de medir, fazer mapas, e tomar em conta e controlar todas as distâncias. Por outras palavras, é um ponto de vista científico. Os lugares e espaços são escrupulosamente medidos e descritos com precisão em termos da exacta latitude e longitude. Os cartógrafos ocidentais tentam descrever um lugar com o máximo de exactidão científica possível.

A ideia de pôr ênfase no espaço, é característica do ponto de vista das tradições orientais. O ênfase da cartografia chinesa, consiste em idealizar, ou tentar exprimir a própria essencia e natureza de um espaço, mostrando-o e expondo-o pictorialmente, e poéticamente. Trouxemos a esta exposição um mapa que bem representa a tradição cartográfica chinesa. É um mapa em rolo, num canudo, sem data especificada, mas provávelmente feito em fins do século XVIII, com cerca de oito metros de comprimento, mas menos de um metro precisava de ser desenrolado para mostrar a secção em que está Macau e a costa chinesa adjacente. Este mapa põe um ênfase muito particular na importancia de Macau. A quase--ilha, ou península, é representada enorme, muito maior e fóra de proporção relativa, em relação às áreas geográficas adjacentes. Veem-se edifícios que foram desenhados na área geográfica central, com a intenção óbvia de sugerir o decorrer de actividades urbanas, nesta importante cidade portuária. Uma anotação ao texto contém um aviso de que “esta região está perigosamente infestada de bandidos de rios, e de piratas dos mares, os quaes constantemente entram e saem à vela, navegando com liberdade completa. Esta área também tem fronteiras com Macau, onde barcos estrangeiros e navios de alto bordo entram e saem freqüentemente. É importante sempre tomar precauções contra esses navios estrangeiros.”

No contexto de terem sido mencionados piratas, há aqui também um atlas conhecido pelo nome de “Atlas dos Piratas”. É um atlas manuscrito, compilado aproximadamente à roda de 1690. Foi preparado para, e usado por, um famoso pirata britânico, chamado Bartholomew Sharpe. Conquanto o atlas todo inteiro mostre toda a costa do Oceano Índico desde a costa sul da África até à costa sudeste da Ásia, e Índias Orientais, somente uma página do atlas está incluída aqui -- a página que mostra a delineação da costa da China em torno de Macau.

Examinando este grupo selecto de mapas, deveria ser evidente deduzir que a influencia europeia foi muito forte nos trabalhos cartográficos sobre Macau, reflectindo um forte interesse na importancia económica desta cidade e notável porto durante mais de 400 anos.



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